Os pedidos de mudança do cronograma ocorrem por causa da suspensão das aulas presenciais.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser adiado “um pouco”, mas que precisa ser realizado ainda em 2020. Por enquanto, a avaliação está marcada para as seguintes datas: 1º e 8 de novembro: versão presencial; e 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita).
Os pedidos de mudança do cronograma ocorrem por causa da suspensão das aulas presenciais, durante a pandemia do novo coronavírus. Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento do exame, alegando que o ensino à distância agrava a desigualdade entre os candidatos.
Segundo as instituições, aplicar as provas em novembro seria injusto com os participantes mais pobres, que têm enfrentado dificuldades no ensino remoto: falta de computadores ou de acesso à internet, para assistir às aulas on-line; ausência de merenda; problemas na comunicação com os professores ou falta de espaço adequado, em casa, para estudar.
Em entrevista ao G1, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, havia dito que, “por enquanto”, as datas do Enem estavam mantidas.
Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada, cogitou o adiamento: “Estou conversado com o Weintraub [Abraham, ministro da Educação]. Se for o caso, atrasa um pouco, mas tem que ser aplicado esse ano”, disse o presidente.
Para participar do exame, seja do impresso ou do digital, os alunos devem entrar no site no site https://enem.inep.gov.br/ até o dia 22 de maio e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que também permitirá verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato.
A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga entre 11 e 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet.
Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem.
Segundo o Inep, os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal.
Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020.
“A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital”, informa o site da prova.
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